quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Greves, Campanhas saláriais e o legado “meu pai é melhor que o teu”

   Greves, lutas por melhores salários e condições de trabalho é algo que já tem história no Brasil, mas na era das redes sociais e da comunicação a postura que vem sendo adotada por sindicatos e grupos de trabalhadores acaba ficando confusa e as vezes até um pouco agressiva aos demais profissionais de áreas diferentes.

   Todo mundo já deve ter passado por aquela clássica provocação de escola de “o meu pai é mais forte” ou o “meu pai é melhor do que o teu”. Essas discussões infantis infelizmente refletem um pouco das campanhas salariais que vão as ruas, onde ao invés de expor a situação a qual estão sujeitos, a classe de trabalhadores ultimamente preferem tentar mostrar como a sua profissão é mais importante e diferente de todas as outras que existem.
 
    Antes de exemplificar algumas dessas quero deixar bem claro que não discordo das greves nem da
luta dos trabalhadores organizados, discordo somente do foco das falas dos mesmos quando estão na rua. O primeiro exemplo que trago é as fotos que vem bombando nas redes sociais do sindicato dos jornalistas com os dizeres “sem jornalista não tem informação”, fato que a profissão merece reconhecimento, melhores salários, assim como é injustos com os mesmos o fato de muita gente exercer função sem precisar de faculdade, o que desvaloriza a formação do profissional. Mas enfim… primeiro que comunicação é algo universal, é algo de todos, com a era dos Blogs, Rádios comunitárias, Rádios e TV web os canais de informação estão um pouquinho mais democráticos e isso não desmerece quem atua nela. Temos excelentes comunicadores sem formação superior nas mídias comunitárias enquanto nas grandes emissoras temos pessoas fazendo jornal sem formação, talvez o foco dessa obrigatoriedade de formação deva ser um pouco diferente. Segundo a parte do “meu pai é melhor que o seu”, se sem jornalista não tem informação, sem o criminoso que cometeu o crime não tem pauta, sem o diagramador não tem jornal ou revista, assim como sem o técnico de impressão, o fabricante das prensas, o fotografo, o motorista do jornal e assim por diante.

    Segundo, a eterna luta dos professores, vejo muito nas redes que os professores merecem mais, isso eu concordo, mas o problema são os “porquês” que usam pra justificar, como se precisa-se de justificativas dessas. Exemplo, “professor merecer mais porque todo mundo teve professor, médico, advogado, etc e etc”. Mas todo professor que nasceu passou por um médico, assim como um policial protege tanto o médico como o professor para exercerem suas funções e claro, se não tivesse o Gari limpando as ruas nenhum deles conseguiria se locomover no meio de tanto lixo. Agora saber quem veio primeiro, o médico ou o professor, o ovo ou a galinha … fica meio difícil. 

   Todas as profissões são importantes e se completam, isso é um fato, ninguém é mais que ninguém apesar da diferença salarial. Acho que o foco da campanha tem que ser o mérito próprio dos trabalhos e não tentar diferencia-los dos demais. Fora que algumas campanhas chegam a ser terroristas em termos de mídia, usando imagem de alguma pessoa pública e tentando fazer um viral negativo com o nome da mesma tentando ganhar só por força e não por mérito.
Uma boa e LIMPA luta a todos os trabalhadores.

Um comentário:

  1. CONCORDO PLENAMENTE AS PESSOAS DEVERIAM IR A LUTA COMO UM TODO E NÃO APENAS POR UMA PEQUENA PARCELA DOS TRABALHADORES, SALÁRIOS MAIS DIGNOS TODOS PRECISAM, E NA VERDADE É DISSO QUE O POVO TEM QUE SE TOCAR. OS IMPOSTOS, OS JUROS, AS INFLAÇÕES ATINGEM A TODA POPULAÇÃO.

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