quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

pode ser Pepsi? O meio termo da politica

O comercial da Pepsi é uma referencia perfeita para outra realidade dolorosa que acabamos por ter que conviver na política Brasileira, aceitar o meio termo em projetos para garantir que os mesmos sejam aprovados ou até mesmo entrar em coligações esdrúxulas para poder trabalhar em paz.

 Como no comercial o cidadão entra no bar, quer um refrigereco "x" mas a casa só oferece outro, que por mais que tenha gente insistindo em dizer que é tudo igual, não é bem assim. Com a realidade política do Brasil que já passa dos 30 partidos a algum tempo cria-se uma complicação, afinal quando um partido tem seu candidato eleito para prefeitura, governo estadual ou federal, os demais partidos tem influencia sobre o trabalho do mesmo através de votos na câmara de vereadores, assembleia estadual, federal e senado. Como a prática política por diversas vezes acaba por ter sua índole desacreditada (e muitas vezes com razão) já sabemos que, como mencionei no outro texto, essas representações se dividem em situação e oposição, onde a oposição normalmente não aprova projetos da situação independente de qual for. A maneira de vencer isso e dar mais autonomia para um governo trabalhar? Fazer coligações, aproximar mais partidos para se ter mais representações, o que infelizmente gera um pequeno caos em algumas regiões, juntando adversários históricos com projetos totalmente diferentes para disputar um pleito. Imagine em uma cidade PT e PSDB juntos pedindo votos... faria algum sentido?

Além de coligações a alteração em projetos de lei muitas vezes acaba sendo feita para conseguir uma votação favorável para ela. O caso da reforma política já deu muito o que falar, pois da proposta original da presidenta Dilma muita coisa se perdeu e isso não só graças a busca de votos para aprovação, mas pela pressão de outras forças políticas e partidos que temiam a tal reforma. Existem quadros políticos mais preocupados com a lei de Gerson do que com qualquer outra coisa, como foi o caso em Gravataí no ano de 2010 onde vereadores não aprovaram contratações de agentes de prevenção a dengue mesmo com o município tendo diversos focos já, apenas para gerar fato negativo para o governo municipal ao qual faziam oposição.

Qual seria a solução para driblar essa má prática com a qual os partidos são obrigados a conviver? A primeira delas é o querer driblar isso e duvido muito que dos mais de 30 partidos exista mais que 10 que queiram. Segundo passo seria realmente uma reforma política, tanto para eliminar a má prática de altas contribuições de empresas privadas que acabam comprando representações com doações de campanha, como novas regras que possam combater a necessidade de se criar coligações apenas para aprovação de projetos e não por interesse comum. Mas... como é no comercial da pepsi né....
Oh moço... eu quero ver sair a tal da reforma política, tem aquele moço que já lida com isso a algum tempo, o Henrique Fontana, pode ser ele pra tocar isso?
Bah, Henrique Fontana a casa não oferece, só tem Vaccarezza, Pode ser?

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